“O Verbo se fez carne e habitou entre nós.” (Jo 1, 14). Deus assume a história humana, desce, arruma sua tenda, caminha, defende e ama a humanidade. Os empobrecidos louvam a Javé por sentir a presença do Deus Pai-Mãe que desce para socorrer os filhos que estão a “gemer em dores de parto” (Rm 8, 22).
A teologia da libertação não está morta, pelo contrário está cada vez mais viva e lúcida na Igreja da América Latina e Caribenha. Está viva nos povos indígenas; no povo negro; Quilombolas; nas favelas; nos ribeirinhos; nos campos; em cada pessoa que sonha, deseja e constrói a justiça através do Evangelho vivo de Jesus de Nazaré.
A teologia da libertação está viva em cada testemunha da causa do Reino. Testemunhas que “alvejaram suas vestes no sangue do Cordeiro” (Ap 7,14b). Que lavaram suas vidas junto à vida do povo sofrido do campo da cidade no sangue do grande Mártir Jesus.
É no desejo de uma sociedade banhada na justiça que sonhamos com uma Igreja que sinta de fato o cheiro do povo de Deus; que ande, grite e fundamente a necessidade de ser Igreja dos empobrecidos. De fato, fora dos pobres não há salvação.
A teologia da libertação está nas correntes sanguíneos, é força vital na evangelização. Alerta para as necessidades através do pulsar do coração. Torna-se papável por ser pé no chão na realidade em que se pisa. Buscando realizar aqui e agora outro mundo possível.
Desta forma, uma teologia que não liberta, não é teologia. As sementes estão lançadas em nossas terras da América Latina e Caribenha. Agora os frutos precisam ser colhidos e partilhados no meio do povo de Deus. “Podem nos tirar tudo, menos a esperança!” (Dom Pedro Casaldáliga).
Amém, Axé, Awere, Aleluia!
Kleber Jorge e Silva – Diocese de Chapecó
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